Transtorno do Pânico

30 jun 2017

 

O que é o Transtorno do Pânico?

De acordo com a APA (2014) é um transtorno de ansiedade agudo e caracteriza-se por ataques repentinos de ansiedade somados a sintomas físicos e afetivos, além do medo de ter um novo ataque do pânico.

Quais os sintomas o paciente vai sentir? – Não necessariamente vai sentir todos eles.

  • Coração acelerado,
  • Sudorese,
  • Tremores ou abalos,
  • Sensações de falta de ar ou sufocamento,
  • Sensação de asfixia,
  • Dor ou desconforto toráxico,
  • Náusea ou desconforto abdominal,
  • Vertigem,
  • Calafrios ou ondas de calor,
  • Sensação de formigamento,
  • Sensação de irrealidade ou de estar distanciado de si mesmo,
  • Medo de perder o controle ou “enlouquecer” e medo de morrer.

Ocorre com muita frequência um aumento na percepção cognitiva de alguns estímulos que a pessoa considera importante, como por exemplo, prestar mais atenção em como o seu coração está batendo mais rápido, o que aumenta ainda mais o desespero.
Transtorno de Pânico gera um desconforto no organismo que reage para lutar ou fugir, a fim de reestabelecer o equilíbrio.

Todas as pessoas têm os mesmos sintomas?

Não. Há pessoas que desenvolvem o transtorno do pânico, porém não tem Agorafobia, isto é, não tem medo de situações específicas (BECK, 2012).

Dentre os ativadores da Agorafobia há o medo de multidões, aviões, áreas abertas ou elevadores.
A agorafobia está não somente ligada a lugares e situações, mas também com o medo de que as reações geradas na mente e no corpo fugirão do controle, podendo desencadear em um ataque cardíaco, colapso, a perda da sanidade ou mesmo levar a óbito.

Tratamentos para o transtorno do pânico:

  • Tratamento farmacológico para evitar que o paciente passe por outras crises e possa começar o acompanhamento terapêutico.
  • Terapia Cognitivo-Comportamental: Essa abordagem envolve a aprendizagem de técnicas que ajuda o paciente a controlar sua ansiedade de uma forma geral, aprendendo a eliminar os padrões de funcionamento desadaptativos como o medo das sensações físicas e as evitações. (KNAPP,2004).
  • Tratamento combinado: Terapia e farmacológico.

Num quadro fóbico a pessoa geralmente tenta mudar seu estilo de vida para tentar minimizar ou evitar os ataques de pânico ou suas consequências.  Ao evitar aquilo que é aversivo como por exemplo: Restringir atividades diárias habituais, como sair de casa, usar transporte público ou fazer compras, andar de elevador ou ir a festas, acredita-se que o quadro melhora, porém de acordo com especialistas essas mudanças são desadaptativas e contribuem para que o medo exagerado perpetue por meio do reforço negativo, ou seja, quando se evita entrar em contato com aquilo que causa desconforto reforça-se o comportamento evitativo.

 

Como é feita a Terapia Cognitivo-Comportamental?

A Terapia Cognitivo-Comportamental altamente estruturada é uma das abordagens psicológicas que podem ser utilizadas e que tem demonstrado eficácia. Essa abordagem envolve a aprendizagem de técnicas que ajuda o paciente a controlar sua ansiedade de uma forma geral, aprendendo a eliminar os padrões de  funcionamento desadaptativos como o medo das sensações físicas e as evitações (KNAPP,2004).

Dentre as técnicas utilizadas , o paciente é estimulado a fazer o enfrentamento gradual do medo em relação ao estímulo aversivo, a fim de se familiarizar com aquilo que inicialmente faz mal.

Embora a aproximação de algo aversivo inicialmente gere aumento da ansiedade, gradativamente a ansiedade diminui, e a partir dessa experiência a pessoa aprende que aquela situação não desencadeará o pensamento catastrófico que teve.

 

Por que isso acontece?

Porque para o nosso cérebro qualquer estímulo que é constante não é perigoso, por isso a importância de se expor.

 

Quando o transtorno do pânico não é tratado de forma correta e completa, pode levar o paciente à depressão e a um quadro ainda pior, o suicídio.

A Terapia cognitivo-Comportamental tem se mostrado bastante eficaz no tratamento destes e de outros transtornos, proporcionando ao paciente, recursos para lidar com seus medos, motivação para a mudança e consequentemente melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

 

Não deixe de procurar ajuda de um psicológico  e/ ou psiquiatra para que seja realizada a avaliação  e orientação quanto ao tratamento.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 

APA, Manual Diagnóstico e estatístico de Transtornos Mentais: DSM V Porto Alegre : Artmed, 2014.

LEAHY, Robert L. Livre de ansiedade. Porto Alegre: Artmed, 2011.

KNAPP, Paulo e cols. Terapia Cognitivo-Comportamental na Prática Psiquiátrica. Porto Alegre : Artmed, 2004.

BECK. Aaron T.; CLARK, David A. Vencendo a Ansiedade e a preocupação. Terapia Cognitivo Comportamental para os Transtornos de Ansiedade, 2012.