Escolha Profissional: um ato de responsabilidade

19 maio 2017

É cada vez mais comum os jovens terem que optar, ainda cedo, por uma profissão. Este momento é rodeado por uma série de mudanças físicas e emocionais, o que torna a situação complexa.
Cabe ressaltar que para toda escolha transcorrem uma série de consequências as quais o indivíduo deve enfrentar. Sendo assim, o que deve ser levado em conta ao se escolher uma profissão? Desejos? Vontades? Retorno financeiro? Necessidade de satisfazer o anseio dos pais? São muitas as razões que tornam esta escolha ainda mais difícil de ser concretizada.
Diante de tantos fatores, cabe ao jovem avaliar o que é mais importante para ele, qual expectativa apresenta em relação à profissão a ser escolhida, o que está disposto a renunciar, em especial nos casos das profissões que demandam um cuidado com o outro, como os profissionais da área de saúde, por exemplo.
A insegurança ao escolher a carreira é algo comum e positivo e deve ser encarada de forma natural, pois significa que há uma preocupação em se querer fazer a melhor escolha. Esta tomada de decisão pode tornar-se mais fácil se o jovem se sentir acolhido pelos familiares e pessoas de sua confiança, tiver acesso às informações que podem contribuir para diminuir suas incertezas e ter a ajuda de um psicólogo tanto para o processo de Orientação Profissional, quanto para terapia, se for o caso.
Digo isto, pois no processo de orientação profissional é comum que os jovens revelem alto grau de stress, ansiedade e agressividade que dificultam a canalização adequada de energia para que seus objetivos sejam concretizados.
Buscar ajuda de um profissional que auxilie o jovem neste momento pode fazer com que este adquira um equilíbrio para avaliar melhor as possibilidades e posteriormente tome uma decisão sobre sua carreira.
Isso não quer dizer que essa escolha precisa ser definitiva. Diariamente surgem novas oportunidades de atuação no mercado de trabalho e pode acontecer que no decorrer da graduação ou até mesmo após a mesma, surja interesse por alguma outra área que não havia sido cogitada anteriormente. Se o mundo é tão dinâmico, por que não podemos mudar de opinião ou aceitar novos desafios?
Dentre os erros comuns encontrados no ambiente organizacional destacam-se profissionais que fizeram uma escolha que hoje avaliam como errada e que se punem por isso, continuando a realizar o trabalho infeliz, sem buscar outras possibilidades.
Outro erro bastante comum é escolher uma carreira porque, naquele momento, ela é valorizada. A globalização tem tornado as mudanças constantes, isto significa que amanhã a profissão escolhida hoje pode não permanecer atraente e, não havendo identificação com a mesma, torna-se mais difícil se manter enquanto bom profissional, encarando os desafios provenientes de tal escolha.
Acredito que os profissionais que gostam do que fazem tem mais condição de desempenhar um bom trabalho e serem reconhecidos. Escolher uma profissão apenas por conveniência pode até dar certo, mas é algo que pode comprometer a vida do profissional e daqueles que estão à sua volta, por isso deve ser pensada com responsabilidade.
Embora a escolha profissional seja de responsabilidade de cada um, as consequências da decisão tem inúmeras implicações sociais. Uma pessoa que exerce sua profissão com motivação está não só se realizando como também prestando um serviço de melhor qualidade à sociedade (SOARES, 2002, p.15).

Desde que nascemos estamos constantemente tendo que fazer escolhas. Cada indivíduo deve assumir este compromisso consigo mesmo escolhendo uma profissão com que se identifique e que lhe permita ser feliz e levar felicidade para aqueles que o rodeiam. Ser o gestor de sua própria carreira é uma questão de inteligência e de responsabilidade!

BIBLIOGRAFIA:
SOARES, Dulce Helena Penna. A escolha profissional: do jovem ao adulto. São Paulo: Summus, 2002.