Resiliência: Diferencial competitivo

19 maio 2017

Na atualidade uma das principais competências das pessoas mais bem sucedidas é a capacidade de lidar com a mudança.

Há todo momento somos demandados a administrar nossas emoções em virtude de uma situação nova: No trabalho, na família, nos grupos a que pertencemos.

Para que seja possível não se deixar abater com todas essas demandas, torna-se fundamental desenvolvermos a resiliência.  A resiliência trata-se da habilidade de uma substância retornar à sua forma original quando a pressão é removida, ou seja, é a capacidade de gerar flexibilidade. Nesse sentido como não estamos falando de substâncias, a resiliência é a habilidade de retornar rapidamente ao seu estado mental  saudável depois de sofrer uma doença ou passar por dificuldades.

No nosso convívio é fácil identificarmos as pessoas que dispõem dessa característica. Resilientes são aquelas pessoas que apresentam a capacidade de vencer dificuldades, obstáculos, mesmo que sejam fortes ou traumáticos.

Diante disso, não há dúvidas que termos profissionais resilientes em nossa equipe de trabalho torna-se um diferencial competitivo para as organizações. O Recursos Humanos da empresa necessita além de ter este conhecimento saber utilizá-lo à favor do negócio.

No processo de seleção, na identificação de profissionais para participarem de determinados projetos, e nos próprios treinamentos é imprescindível que os gestores, principalmente os de RH, tenham clareza para identificar quem são os profissionais que dispõe desta habilidade e, por essa razão, podem fazer a diferença para que as metas organizacionais sejam alcançadas.

  • São fatores que constituem a resiliência, a capacidade do indivíduo administrar suas emoções, tendo habilidade para se manter calmo, mesmo sob pressão.
  • Ter controle dos impulsos, tendo habilidade para medir os impulsos e emoções com tendência a agir de forma pensada e planejada.
  • Ser otimista que é a habilidade de se ter a convicção de que as situações irão mudar, ou seja, acreditar no futuro e na possibilidade de mudança.
  • Ter habilidade de fazer a análise do ambiente, identificando o problema e as soluções   possíveis para resolvê-lo.
  • A capacidade de ser empático, demonstrando a habilidade de identificar o estado emocional de outras pessoas.
  • A autoeficácia que se refere à convicção de que se é eficaz em suas ações.
  • Ter a habilidade de alcançar pessoas, ou sejam ter a habilidade de estabelecer contatos a fim de viabilizar  a solução de problemas.

Cada indivíduo irá avaliar determinada experiência de um ponto de vista diferente. Embora a situação possa ser a mesma, a maneira como cada um a vivencia difere. Sendo assim, o comportamento  que cada um terá irá depender do sentimento e  pensamento associados ao mesmo. Caso esses pensamentos e sentimentos sejam disfuncionais, ou seja, não contribuam para que o sujeito tenha um comportamento favorável diante das intempéries  da vida, isso pode e deve ser trabalhado com a ajuda de um psicólogo. Afinal, as pessoas que dispõem de tal habilidade tendem a ser mais saudáveis pela própria capacidade de se refazer e se renovar quaisquer que sejam as dificuldades. Ganha o indivíduo, a família e as organizações.